O amor está mudando?

No dia 29 de maio foi comemorado o Dia das Flores, e estamos entrando no mês mais romântico do ano, afinal 12 de junho é dia dos namorados no Brasil.

Como escritora, não há como negar, que uma linda história de amor ainda encanta muitos leitores.

Nas páginas dos livros e no telão do cinema, antes do tal final feliz, os casais passam por muitos apertos para terminarem mais fortes.

Na vida real, o vilão de muitos casais, pode ser as dificuldades financeiras, o stress do trabalho, a família, e a famigerada falta de tempo.

Cada ser humano é único e tem sua forma de expressar seu amor para a pessoa amada, mas o contato, estar presente e fortalecer vínculos com o decorrer do tempo é um exercício diário, e a questão aqui é de prioridade.

Temos uma tendência a se acomodar em determinadas situações, e com isso pequenos gestos, tão superficiais se tornam quase inexistentes.

Você sabia que um abraço demorado (mais de 20 segundos) libera no corpo a ocitocina (uma substância capaz de aliviar o stress)? Mas que os abraços (quando dados) duram em média apenas 3 segundos? *

A tecnologia que tanto nos aproxima de quem está longe, ao mesmo tempo nos afasta de quem está perto. E gostaria de deixar um desafio aqui, você pode tentar fazer ou apenas imaginar qual seria o resultado, guarde para você, não precisa postar nas redes sociais. Ok? Rs.

Vamos lá?

Se imagine, você e seu par, no sofá da sala, a sua volta tv ligada na última série que estão maratonando e de vez em quando aquela vasculhada nas redes sociais. Um dos dois (quem toparia?) iria desligar a TV, desconectar o wi-fi e pegar os celulares e guardar na gaveta de meias. Ao voltar sentaria no sofá e vocês teriam 30 minutos para fazer algo. O que fariam? Isso seria uma fuga de uma situação desconfortável ou seria um momento realmente prazeroso?

Haveria algum romantismo aí? Será que com o passar das décadas seremos pessoas tão superficiais como os personagens da série Admirável Mundo Novo (ainda estou assistindo, pode ser que até o final tudo mude né) ou vamos conseguir de alguma forma reforçar nossos sentimentos mais verdadeiros independente da situação?

Volto a questão da prioridade, pois ser romântico requer tempo e dedicação, ouvir e cuidar do outro e principalmente atitude.

A cada dia que passa estamos imersos em nossos próprios mundos, a empatia também vale para os relacionamentos amorosos, qual foi a última vez que você realmente se interessou por algo que seja importante a pessoa amada?

Pense nisso!

Ainda acredito no poder do ser humano em manter a verdadeira chama do amor, e que histórias incríveis podem se transformar em livros, músicas e filmes.

Basta querer, se dar esse presente, agora no presente!!

Um feliz dia dos namorados!


*Estudo publicado na revista Comprehensive psychology, volume 1,2012. Assista um vídeo sobre o assunto no instagram @dialogoterapeutico: https://www.instagram.com/tv/CPMkBkPnL54/


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